
É bastante interessante prestar atenção já no início no filme à forma como Griet (Scarlett Johansson) corta uma salada de verduras e legumes, compondo cuidadosamente as cores.
Uma pergunta interessante a fazer a respeito do filme e do romance é se Griet não é uma alegoria da arte e da sensibilidade artística?
Um outro detalhe interessante é o uso pela direção de fotografia das mesmas "chaves interpretativas", adotadas por Jan Vermeer, com a presença de "quadros dentro de quadros", em várias de suas obras.
Um deles, "A Alcoviteira" (1611), de Dirck van Baburen, pertencia à sogra de Vermeer, que o reproduziu em duas telas: "Senhora tocando o virginal" (1673-75) e "O concerto" (1665-66). Esse último aparece no filme como o quadro que estava sendo pintado de forma concomitante ao retrato de Griet. A crítica de arte comenta que a natureza erótica desse quadro é dada através das paisagens campestres na parede e no tampo do virginal, bem como pela inclusão de "A Alcoviteira", de Dirck van Baburen.
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