terça-feira, 28 de outubro de 2008

domingo, 12 de outubro de 2008

Inglaterra, Anthony van Dyck


Van Dyck estudou com Peter Paul Rubens, famoso na época, em sua cidade natal, Antuérpia. Depois, instalou-se na Inglaterra e ganhou a posição de pintor oficial da corte do rei Carlos I, em 1632. Retratou o refinamento e a elegância da aristocracia inglesa. Carlos I era um grande patrono das artes e conferiu-lhe o título de sir Anthony van Dyck.
Carlos I, da Inglaterra, caçando é uma das obras em que se pode observar as características da pintura do artista.

França, Georges de la Tour


A obsessão pela luz e pelas sombras ocupa toda a obra de Georges de la Tour. Trata-se de uma tradição do barroco, que dominava a arte européia. A pintura Maria Madalena é um exemplo dessa preocupação.

Espanha, Diego Velázquez


As Meninas (1656-57), de Diego Velázquez (1599-1660), é considerada uma das mais importantes pinturas da História da Arte. Pintor oficial da corte espanhola, Velázquez retratava o mundo da realeza com implacável naturalismo, seguindo a tradição do artista italiano Caravaggio (Michelangelo Merisi, 1573-1610), cujo trabalho admirava enormemente. No centro da pintura, está a infanta Margarida Teresa, filha do rei Filipe IV. Esse quadro é também chamado As Damas de Honra.
Essa pintura vai inspirar vários artistas a realizarem releituras, entre eles Pablo Picasso.

Itália, Artemisia Gentileschi


Da artista, cita-se a pintura Judite Matando Holofernes (1618), que exemplifica bem o barroco italiano. O realismo de Artemisia Gentileschi torna-se ainda mais poderoso pela utilização dramática da luz e do movimento. Era pouco comum mulheres praticarem a arte no século XVII. Não se permitia que entrassem nas salas de aula onde se estudavam as formas da anatomia humana. Portanto, a maioria dedicava-se a retratar flores, e nunca uma cena sanguinolenta como esta.

Peter Paul Rubens (1577-1640)

Harmens van Rijn Rembrandt (1606-1669)






sábado, 11 de outubro de 2008

Câmera escura II


A precursora da câmera fotográfica foi a câmara escura. Era composta de uma caixa com um orifício na frente, ao qual era acoplada uma lente. A imagem passa através da lente é refletida no interior da câmara por um espelho, colocado em um ângulo de 45 graus, que a projeta em uma superfície transparente na parte superior da estrutura.

Câmera escura

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

sábado, 4 de outubro de 2008

"Moça com Brinco de Pérola" II


É bastante interessante prestar atenção já no início no filme à forma como Griet (Scarlett Johansson) corta uma salada de verduras e legumes, compondo cuidadosamente as cores.
Uma pergunta interessante a fazer a respeito do filme e do romance é se Griet não é uma alegoria da arte e da sensibilidade artística?
Um outro detalhe interessante é o uso pela direção de fotografia das mesmas "chaves interpretativas", adotadas por Jan Vermeer, com a presença de "quadros dentro de quadros", em várias de suas obras.
Um deles, "A Alcoviteira" (1611), de Dirck van Baburen, pertencia à sogra de Vermeer, que o reproduziu em duas telas: "Senhora tocando o virginal" (1673-75) e "O concerto" (1665-66). Esse último aparece no filme como o quadro que estava sendo pintado de forma concomitante ao retrato de Griet. A crítica de arte comenta que a natureza erótica desse quadro é dada através das paisagens campestres na parede e no tampo do virginal, bem como pela inclusão de "A Alcoviteira", de Dirck van Baburen.

"Moça com Brinco de Pérola" I


Já no início do filme registros históricos são utilizados para construir a verossimilhança que se torna sedutora em "Moça com brinco de pérola". O pai de Griet aparece ferido por um grave e inesperado acidente.
Em 1654, Delft é parcialmente destruída por um grande incêndio depois da explosão de um paiol de pólvora. No acidente, morreu Carel Fabritius (1622-1654), o discípulo mais talentoso de Rembrant. Fabricius estabeleceu-se em Delft e exerceu grande influência nos artistas da cidade. No acidente, Vermeer nada sofreu.
O desastre é o tema da pintura de Egbert van der Poel, "Conflagração de uma cidade holandesa à noite", 1654 ( Stedelijk Museum Het Prinsenhof Delft), imagem acima.

"A Esfinge de Delft" IV


Depois de enfrentar a oposição de sua futura sogra, Maria Thins, Vermeer casou-se com Catharina Bolnes, e acredita-se que ela tenha sido o modelo do quadro "Mulher de azul lendo uma carta" (1662-1664), imagem acima.
A mulher usa uma bata, com forma de sino, muito em moda na época, conhecida como "saia de castidade", utilizada, assim, durante a gravidez.
O uso de uma bata azul e penteado similar pela atriz Esse Davis, que interpreta Catharina, parece reforçar essa teoria a respeito da pintura. Figurinos como esse demonstram a cuidadosa pequisa histórica realizada pelos produtores do filme.

"A Esfinge de Delft" III

De forma a possibilitar que o caminho seja percorrido pelo maior número de participantes, e não transformar o debate em exposição unilateral, vamos buscar um passo a passo...
Para começar, uma nova pergunta:
Por que o artista é conhecido como "a esfinge de Delft"?
Devido a falta de informações sobre ele, durante muito tempo chegou-se, inclusive, a duvidar que Vermeer teria realmente existido.
Dele - cujo prenome Johannes ou Joannis costuma-se abreviar para Jan - há um primeiro registro: seu batismo, em 31 de outubro de 1632, na cidade de Delft, onde nasceu. Era o segundo filho de Reynier Janszoon e Digna Balthasars. Quando estava com 15 anos, seu pai adotou o sobrenome Van der Meer ou Ver Meer, pelo qual seria conhecido. Reynier fora tecelão de seda, dono de uma estalagem e também comerciante de arte.

"A Esfinge de Delft" II

Um caminho para responder a essa pergunta é refletir sobre a possibilidade de que ao mesmo tempo em que o filme "Moça com Brinco de Pérola", mesmo baseado em uma obra de ficção, pode contribuir para compreender a arte, conhecer um pouco sobre história da arte e sobre o artista que criou o retrato em torno do qual a romancista Tracy Chevalier criou sua trama proporciona um olhar diferente com relação ao próprio filme.
Ver o filme, assim, torna-se uma experiência fascinante, pois passamos a perceber, como o diretor de fotografia Eduardo Serra, apropriou-se da simbologia utilizada por Jan Vermeer e de sua linguagem artística, ao captar as cenas.
O exercício pode ser estimulante, pois passa-se a ver um filme, e filmes em geral, bem além do terreno - às vezes raso - do melodrama. E perceber que, por trás das tramas românticas, das comédias e dramas, há muito mais a ser percebido quando assistimos a uma obra cinematográfica. O conhecimento sobre estética e história e arte pode ser um passo nesse interessante caminho...

Arte, cinema e "A Esfinge de Delft"

Para refletir sobre um determinado tema e poder, então, comentar sobre ele, seja na forma de "resenha", "artigo" ou "crônica", é interessante fazer a si mesmo pelo menos uma pergunta.
Ao propor que se tivesse no filme "Moça com Brinco de Pérola", dirigido por Peter Webber, a partir de um roteiro adaptado por Olivia Hetreed, do romance de Tracy Chevalier, um ponto de partida para debater sobre arte, uma questão interessante é:
"O que um filme, baseado em um romance best seller, uma obra de ficção, pode revelar sobre a arte?"

Estética e História da Arte

A idéia de criar um blog para discutir conteúdos relacionados a uma disciplina de Estética e História da Arte surgiu como uma forma de aprofundar o debate proposto em sala de aula, contando com os diversos olhares de todo o grupo, que pode contribuir com seus comentários.
Ao mesmo tempo, apropria-se de uma ferramenta de comunicação interativa e contemporânea, explorando suas possibilidades.

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